DEPOIMENTOS

O cursinho Elza Soares vem me ajudando diariamente.
Antes de frequentar o cursinho eu tinha feito duas provas para curso técnico e não passava de forma alguma. Frequentei o cursinho durante 2019 inteiro e foi simplesmente incrível , professores atentos, dispostos a nos ajudar e buscando sempre novos métodos de aprendizagem para facilitar nossa compreensão.
 Em dezembro participei do vestibular e enfim, passei. Sou muito grata a todos! 


Millena Vitória, aluna da Unidade Vila Prel desde 2019

Pra mim o cursinho popular Elza Soares é excelente, me ajudou não somente com o vestibular mas também a mudar ou até formar uma opinião sobre assuntos do cotidiano. Com professores mais que capazes e acolhedores é um excelente curso.


Rian Andrade, aluno da unidade Vila Prel desde 2019

 Construir os Cursinhos Populares Elza Soares é uma das melhores experiências que levo para minha vida. Tenho muito orgulho de fazer parte deste projeto com tantas pessoas maravilhosas que me ensinam muito todos os dias. Ao longo da nossa caminhada passamos por uma série de dificuldades e desafios, mas foi extremamente motivador olhar para o lado e ver tantos professores, coordenadores e alunos lutando em conjunto pela educação popular. Graças aos cursinhos Elza Soares me encontrei como Educadora Popular e não me vejo fazendo nada diferente disso.


Mariana Camaroto, coordenadora da Rede de Cursinhos Elza Soares

ELZA SOARES

 A Melhor Cantora do Universo - BBC, 2000

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 Elza da Conceição Soares nasceu numa favela carioca no dia 23 de junho de 1930. Começou a cantar desde cedo com o seu pai e foi reconhecida com apenas 13 anos, quando deixou Ary Barroso de queixo caído durante uma apresentação na Rádio Tupi. Com uma aparência tão pobre e um talento tão rico, o apresentador chegou a questionar, afinal, de qual planeta Elza havia vindo. “Vim do planeta fome”, disse a pequena Elza.

 Naquela época, com apenas 13 anos, Elza já era mãe e casada. Foi obrigada a largar seus estudos e proibida de trabalhar. Nessa trajetória, com apenas 21 anos, Elza já havia velado dois filhos e seu primeiro marido. Assim, estando viúva, decidiu entregar-se à música.

 Como já sabemos, deu mais do que certo. A cantora foi eleita cantora do milênio pela BBC de Londres e ganhou destaque internacional.

No entanto, apesar de ter ganhado grande atenção, Elza ainda era mulher e negra vivendo em um país intolerante. Em vez de ser reconhecida como essa grandiosa cantora, por muitos anos ela foi “a mulher que fazia plástica demais” ou a “amante de Garrincha”.

 Portanto, não há palavra melhor para definir Elza Soares: sobrevivente. Castigada pela vida de todas as formas. Encarou a fome, a pobreza, o casamento infantil, o ódio das massas, a ditadura, a morte de quatro dos seus sete filhos e a violência doméstica por anos.

Elza encontrou refúgio nas músicas e um meio de desabafo. Um modo pelo qual ela é capaz de denunciar toda a violência que sofreu e inspirar outras pessoas.

 Ainda hoje é possível encontrar inúmeras “Elzas” pelas ruas de todo o Brasil: pessoas que vivem imersas em fome e pobreza, sem perspectiva alguma de mudança. Assim, os professores da Educação Popular, do coletivo político MPJ em Disparada, resolveram construir um Cursinho Popular e batizá-lo – com grande honra – como “Elza Soares”, homenageando esse ícone que, através de sua jornada tão dura, nos inspira a mudar histórias todos os dias.

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